Inovações tecnológicas:
impactos e desafios na escola
Giacagilia;
Penteado (2010) debruça-se sobre o impacto que as inovações tecnologias causa
nas escolas, e como elas afetam a vida escolar e a atuação do Orientador
Educacional. As autoras elegem seis ferramentas tecnológicas que estão
inseridas no cotidiano das pessoas: as calculadoras eletrônicas, máquinas de
calcular, telefones e celulares e computadores. O material dos alunos e dos
professores também se modificou: do uso somente do computador foi introduzido o
uso da à internet, igualmente os telefones celulares, que passaram a ser
levados pelas crianças do infantil ao ensino médio para as escolas,
tornando-se, aparentemente mais um problema, mas na verdade pode se tornar uma
solução no contexto do ambiente escolar.
Sobre as calculadoras as autoras descrevem que
a escola passou da contagem dos dedos das mãos, para a tabuada cantada ou a
reescrita e de decoração a seco etc., para o uso das maquinas eletrônicas, as
quais começaram a ser utilizadas apenas para dar maior rapidez aos cálculos das
quatro operações fundamentais.
operações
fundamentais.
Eles afirmam que a chegada das calculadoras
portáteis ás mão dos alunos a lista do material escolar deles, cada vez mais
cedo e antes mesmo de decorarem a tabuada, deu ensejo a uma séria de questões
entre os educadores. E então as autoras levantam alguns questionamentos, de que
o uso da calculadora seria então benéfico ou não ao aluno? Em quais circunstancias e condições deveria
ser permitido seu uso? Estariam viciando os alunos de tal forma que na ausência
delas eles ficariam impossibilitados de fazer cálculos? Deveria ou não se
permitir seu uso nas provas? Como lidar com a possibilidade de alguns alunos
disporem dessas máquinas e outros não, ou de terem máquinas mais sofisticadas
que outras, e como calcular o tempo a ser dado para a resolução dessas provas,
em cada caso?
Com isso
Giacagilia e Penteado explicam que, as a facilidade em que os alunos têm de
entrar em contato com esse instrumento é tão grande que hoje, mesmo se
quisesse, não seria possível ignorar a presença do papel delas, quanto mais
proibir ou restringir seu emprego pelos alunos.
E que as regras devem ser claras, explícitas e respeitadas, pelos
professores, diretores, pais e alunos, quando ao uso dessas máquinas, que por
se só tem a capacidade de resolver problemas propostos nas provas com a mínima
interferência dos alunos.